Após quebra de sigilo bancário do presidente, Planalto confirma que Temer vai solicitar extratos ao BC

Ministro Barroso, do STF, pediu nesta segunda (5) quebra do sigilo bancário do presidente, que é investigado em inquérito que apura pagamento de propina.

Depois do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, autorizar a quebra de sigilo bancário do presidente Michel Temer, o Palácio do Planalto divulgou uma nota que diz que “o presidente não tem nenhuma preocupação com relação a informações ligadas às contas bancárias”. Além disso, o texto garante que Temer vai solicitar ao Banco Central os extratos de 1º janeiro de 2013 a 30 de junho de 2017, período especificado pelo ministro, e que a imprensa terá total acesso a esses documentos.

Quebra de Sigilo Bancário do presidente

Nessa segunda (5), a revista Veja divulgou a informação da decisão de Barroso. Essa é a primeira vez na história do Brasil que um presidente em exercício tem a quebra de sigilo bancário solicitada.

Temer é suspeito de receber propina ligada à edição do Decreto dos Portos (Decreto 9.048/2017). A acusação veio à tona após as delações do dono do grupo J&F, Joesley Batista, e do ex-executivo do grupo, Ricardo Saud. De acordo com as investigações, a empresa Rodrimar, que atua no porto de Santos (SP), teria sido beneficiada. O presidente e a empresa negam a acusação.

Além da conta do presidente, foi solicitada a quebra do sigilo bancário do ex-assessor especial da presidência, Rodrigo Rocha Loures, e dos executivos da Rodrimar, Antônio Celso Grecco e Ricardo Conrado Mesquita.

Reportagem, Raphael Costa via Agência do Rádio

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