Interventor descarta ocupação permanente em favelas do Rio de Janeiro

Segundo o general, as operações serão pontuais e com tempo determinado para terminar, não existe planejamento para ocupação permanente.

O interventor federal na segurança pública do Rio de Janeiro, general Walter Braga Netto, afirmou nesta terça-feira (27) que o estado fluminense servirá de laboratório para o Brasil. Segundo o general, a unificação do comando da segurança vai trazer mais agilidade ao trabalho de inteligência. Isso porque, com a intervenção federal, passa a ser de Braga Netto a responsabilidade do comando das polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros e da área de inteligência do estado, até o dia 31 de dezembro deste ano.

De acordo com o general, o objetivo da intervenção é “recuperar a credibilidade” da segurança pública fluminense. O militar concedeu entrevista coletiva à imprensa durante cerca de meia hora.

“A primeira medida que está sendo tomada é a instalação do gabinete. Logo após a instalação do gabinete, o general Sinott vai tomar uma série de providências dentro da segurança pública do Rio de Janeiro para que a população perceba essa sensação de segurança”.

Citado por Braga Netto, o general Mauro Sinott é o responsável pela chefia de Gabinete da Intervenção federal. O gabinete, uma espécie de centro de comando, funcionará na Cidade Nova, na região central do Rio.

Ainda na coletiva de imprensa, o interventor afirmou que as operações durante a intervenção serão pontuais e com tempo determinado para terminar. Segundo o militar, “não existe planejamento para ocupação permanente de comunidades”.

Por fim, Walter Braga Netto disse que, por enquanto, trabalha apenas com os recursos de segurança pública já existentes no orçamento do Rio de Janeiro, como previsto no decreto presidencial.

Reportagem, João Paulo Machado via Agência do Rádio

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