Ex-diretor da BRF é preso na operação Carne Fraca

Denominada Trapaça, essa fase das investigações da operação Carne Fraca pretende cumprir 11 mandados de prisão temporária, 27 de condução coercitiva e 53 de busca e apreensão.

Durante ações da 3ª fase da Operação Carne Fraca, deflagrada nesta segunda-feira (5), a Polícia Federal cumpre 91 ordens judiciais no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e São Paulo. Algumas pessoas já foram presas temporariamente, entre elas, o ex-diretor-presidente global da BRF Brasil Foods, Pedro de Andrade Faria. A empresa é uma das maiores companhias de alimentos do mundo, com mais de 30 marcas em seu portfólio, como Sadia e Perdigão.

Outras pessoas ligadas à empresa também foram detidas. O ex-vice-presidente Hélio Rubens Mendes dos Santos Júnior e o gerente jurídico Luciano Bauer Wienke estão entre os nomes. Denominada Trapaça, essa fase da operação pretende cumprir 11 mandados de prisão temporária, 27 de condução coercitiva e 53 de busca e apreensão. O nome da operação é uma referência ao sistema de fraudes operadas por um “grupo empresarial do ramo alimentício e por laboratórios de análises de alimentos a ele vinculados”.

Por meio de nota, a PF informou que cinco laboratórios credenciados ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e setores de análises da BRF “fraudavam resultados de exames em amostras de processo industrial.” Cerca de 270 policiais federais e 21 auditores fiscais federais agropecuários participam das ações nesta fase da operação.

Reportagem, Marquezan Araújo via Agência do Rádio

 

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