Adoção: quando o amor se torna família

No Distrito Federal, 57 crianças esperam sua vez de serem adotadas.

A decisão de ser mãe é uma das mais desafiadoras na vida de uma mulher. A professora Luciana Ribeiro, de 35 anos, por exemplo, foi uma das mulheres que escolheu ser mãe, mas não da forma mais convencional. Luciana não ficou grávida, nem precisou esperar os nove meses para dar à luz. Ela gerou a criança no próprio coração enquanto aguardava a vez no Cadastro Nacional de Adoção.

Após entrar na lista de espera, Luciana participou de encontros obrigatórios oferecidos pela Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal para ser habilitada a adotar uma criança. Ela ouviu sobre as estatísticas do Cadastro, perfis sonhados pelos pretendentes e sobre o perfil real da criança. Depois, tirou dúvidas sobre a mudança de nome da criança e sobre como seria essa nova rotina.

Todo esse processo durou cerca de um ano. A professora, que mal podia esperar para abraçar o futuro filho (a), não achou que o tempo era muito longo. Afinal de contas, nenhum tempo é longo demais quando você está se preparando para dar uma nova vida a alguém.

Quando o grande dia finalmente chegou, o coração de Luciana já não cabia mais dentro do peito. Ela teve a alegria de conhecer Gabriel, que já tinha cinco anos à época, e esperava desde os nove meses de idade por uma mãe.

Enquanto ainda estava no abrigo, o pequeno foi diagnosticado com autismo e também precisou fazer uma cirurgia para voltar a enxergar. Quando encontrou a nova mãe, Gabriel já estava maiorzinho. Seus cinco anos de idade vieram repletos de muito carinho. Gabriel não se tornou apenas o filho querido de Luciana, como se também seu pequeno parceiro.

“Bem particularmente, o Gabriel nunca me deu trabalho para dormir, ele dorme, sempre dormiu muito bem. Ele fala o que quer, fala o que não quer e isso facilitou muito a minha vida. Pelo fato de eu ser solteira, desde que ele chegou, onde eu preciso ir ele pode ir comigo. Eu não dependo de uma pessoa para ficar com ele. Não quer dizer que ter um bebê é ruim, deve ser maravilhoso. Mas acho que é o perfil”, contou Luciana.

Hoje, Luciana Ribeiro suspira contente porque Gabriel era exatamente o que ela precisava. Mas quando decidiu adotar, lá no início do processo, o perfil da criança que ela havia cadastrado era de zero a seis anos. Com o tempo, Luciana percebeu que uma criança mais velha poderia estar triste e sofrendo sem uma família. E decidiu que não precisava esperar por um recém-nascido. E é esse processo de sensibilização que Vara da Infância e da Juventude tem com as famílias pretendentes.

“É necessário que o poder judiciário, em parceria com os grupos de apoio à adoção, trabalhem uma sensibilização dessa famílias já habilitadas. E aquelas que estão em processo de habilitação, no sentido de que estejam revendo o perfil da criança desejada para adoção. Muitas vezes é um perfil romantizado, é um perfil idealizado”, explica o coordenador de adoção da VIJ, Walter Gomes.

Gabriel, agora, completou 8 anos e a mamãe já acha que está na hora de dar a ele um irmão ou irmã. Alguém para compartilhar os dias, brincar e ter até aqueles momentos de implicância. E lá está Luciana novamente na fila. O processo de habilitação, que não é novidade para ela, é um novo desafio para ter a chance de levar uma outra criança para o lar.

De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, no Distrito Federal, existem 57 crianças aptas a serem adotadas aguardando na lista. Se você quer ter uma história de amor como a de Luciana e Gabriel, ou quer entender mais sobre o processo de adoção, preencha o formulário e aguarde nosso contato para uma visita à ONG de adoção Aconchego. Você pode ter uma transformação completa na sua vida e, também, transformar a vida de alguém. Quer saber um pouco mais sobre o processo de adoção? Acesse: adocaotardia.agenciadoradio.com.br

Por Sara Rodrigues via Agência do Rádio

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